quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A transitoriedade da Vida

Tudo na vida é impermanente: a começar pelos segundos do tempo. Essa noção de que tudo move e que um novo cenário surge a cada momento, é necessário para que todos aceitem as mudanças na vida. E o desapego amoroso é a melhor forma de lidarmos com novas situações.
Esse desapego amoroso deve abranger conquistas materiais, convívios afetivos e a própria vida em si. É importante estar ciente da finitude de forma ampla, pois a ação que envolve a vida é dinâmica e transitória. E a consciência da transitoriedade de tudo, é um alerta para saborear com maior prazer o que o caminho lhe propõe. E os caminhos sempre têm uma função de acrescentar algo, e para identificar isso, basta estar atento.
E em todos os caminhos, é certo a importância do desapego, mesmo porque a função do que parece permanente na matéria é a consolidação de algo “maior” a nível espiritual: o crescimento interior que todas as experiências e convívios nos fornecem.
A transitoriedade e a finitude da vida são questões para quais os ser humano é pouco preparado, talvez por uma fuga inconsciente, por medo de mudanças ou por medo de perder aquilo que se considera seu.
Esse medo inconsciente, ou simplesmente as dores da perda, são intensificadas ou amenizadas pelo apego ou desapego. Apego não é sinônimo de amor e desapego não é sinônimo de falta de amor ou consideração. São palavras mais associadas a sentimentos de posse sobre uma situação, sobre algo, sobre alguém, sobre a vida. E a transitoriedade implica e ensina que não temos esse controle, a não ser sobre o aprimoramento da nossa própria essência.
Sobre essa questão, Lao Tsé deixa os ensinamentos : ” O homem luta, sofre, morre, quebra-se de encontro às muralhas da vida. Quando conquista posições, colhe honrarias e posses materiais. A fama sobe-lhe à cabeça e com ela o desejo de perpetuar uma situação transitória. O grande herói é, entretanto, o que conhece a si mesmo. É invencível. É rei, apesar de mendigo. Ao morrer não deixa de existir, pois alcançou a imortalidade.” (Lao Tsé)
texto de Mirian Christhiane de Menezes

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